domingo, 14 de abril de 2013

É aqui que nasce a Igreja

O evangelho de hoje, terceiro domingo da Páscoa (segundo S. João 21, 1-19), é o grande momento da criação da Igreja Católica, Apostólica e Romana. 
Que me perdoem os teólogos, biblistas e outros estudiosos desta matéria, mas a última parte deste evangelho  lido, ouvido e meditado hoje é de uma beleza ímpar e que tão bem o Papa Francisco soube retirar uma grande mensagem: temos de ser coerentes nas nossas acçõesPor isso considero que é aqui que nasce a Igreja: em Cristo, para o Amor, frágil e revolucionária quanto a dimensão humana.

Pedro negou Cristo durante a sua paixão humilhante e agonizante, numa situação que não poderia ter feito, mas foi o escolhido por Jesus para ser o primeiro Papa que lhe disse: "Segue-me".

Quanta dor suportou S. Pedro até à sua morte por ter fragilizado quando não podia. Mas este homem soube difundir a mensagem do amor de Cristo que perdura e assim continuará para nosso bem e para bem de toda humanidade.

Jesus pediu a Pedro: "apascenta as minhas ovelhas".

Imagem: http://paroquiasaopedrobc.blogspot.pt/

Evangelho segundo S. João 21,1-19. 
(...) Depois de terem comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: «Simão, filho de João, tu amas-me mais do que estes?» Pedro respondeu: «Sim, Senhor, Tu sabes que eu sou deveras teu amigo.» Jesus disse-lhe: «Apascenta os meus cordeiros.» 
Voltou a perguntar-lhe uma segunda vez: «Simão, filho de João, tu amas-me?» Ele respondeu: «Sim, Senhor, Tu sabes que eu sou deveras teu amigo.» Jesus disse-lhe: «Apascenta as minhas ovelhas.» 
E perguntou-lhe, pela terceira vez: «Simão, filho de João, tu és deveras meu amigo?» Pedro ficou triste por Jesus lhe ter perguntado, à terceira vez: 'Tu és deveras meu amigo?' Mas respondeu-lhe: «Senhor, Tu sabes tudo; Tu bem sabes que eu sou deveras teu amigo!» E Jesus disse-lhe: «Apascenta as minhas ovelhas. 
Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais novo, tu mesmo atavas o cinto e ias para onde querias; mas, quando fores velho, estenderás as mãos e outro te há-de atar o cinto e levar para onde não queres.» 
E disse isto para indicar o género de morte com que ele havia de dar glória a Deus. Depois destas palavras, acrescentou: «Segue-me!» 


Por,  António Tadeu Costa


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