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sábado, 19 de março de 2022

Dia do pai/Ser pai

Data que muito estimo. Ser pai é uma bênção. Deus concedeu-me três filhos gerados pela mulher que amo e nestas quatro pessoas sinto a presença Dele. A esta data está associado S. José, um homem que os Evangelhos pouco narram mas todos sabemos a importância deste homem na vida de Jesus e Maria. Quantas são as vezes que peço a S. José um pouco das suas qualidades de homem humilde, observador, trabalhador. Um homem de família. Por isso serei merecedor daquilo que uma das minhas filhas me escreveu neste dia?...

Por, António Tadeu Costa




domingo, 26 de dezembro de 2021

Dia da Família - 26 de dezembro 2021

A liturgia da oitava do Natal abençoou-nos com 3 maravilhosas leituras neste domingo da Sagrada Família (Ler+). Não há melhor dia para celebrar a Família, valorizar a mesma e cunhada pela vida das 3 únicas pessoas que a humanidade gerou: o Menino Jesus, Sua Mãe a Virgem Santíssima e o carpinteiro José. Estranho este Deus que se fez pobre para Anunciar a Boa Nova.

Contudo neste post partilho um escrito de um jovem seminarista salesiano (Ricardo Mendes), numa reflexão tão distributiva sobre o papel de cada um na Família... É que Europa tende a tomar decisões políticas de desagregação da única instituição que é acolhedora e progressista, quiçá, nos tempos de hoje, até se pode entender de revolucionária.

Bem poderia ser a Festa da Sagrada Família o Dia Internacional da Família!

"Tua esposa será como videira fecunda..." 




domingo, 14 de novembro de 2021

Shaquille O'Neal educa o seus filhos!

Li a notícia no Nascer do Sol, nomeadamente na revista Luz, contudo o link, Aqui +é de outra fonte. O título da mesma dava a entender que nesta 'coisa' dos milionários as famílias sempre arranjam maneira de se desentenderem... Aliás, quando há heranças, por mais pequenas que sejam, o dinheiro toma conta das relações humanas.

Mas nesta notícia o gigante basquetebolista norte americano dá uma lição aos filhos: "os filhos vão ter de trabalhar para merecer a fortuna".

Numa dimensão 'micro' das nossas famílias temos vindo a assistir a uma infantilização das recentes gerações que por 'tuta-e-meia' negoceiam com os pais a compra de telemóveis, entre outras tecnologias, roupas, ténis, etc, etc.

Pouco conheço deste homem a não ser a sua impressionante envergadura ao serviço do basquetebol da NBA, mas esta forma de lidar com os filhos é mesmo assim: O Amor não é um negócio, é biunívoco e genuíno.

Por, António Tadeu Costa


sexta-feira, 16 de outubro de 2020

A minha geração (em Portugal) falhou na Fé!

Há dias a minha esposa convidou o nosso pároco para um jantar de convívio. Em família recebemos a sua visita, que muito nos honrou e durante a conversa, que passou por tantos temas, o senhor Padre, um jovem de idade, não deixou de dizer que a minha geração falhou na educação dos seus filhos naquilo que tem a ver com a Fé.

Com as devidas ressalvas, mas nem por isso me sentido confortável com a justificação quanto à nossa família de base, evoluímos no tema que não deixou de esbarrar naquilo que são os padrões de atuação da minha geração: casar? ter filhos? instruí-los numa educação cristã? acompanhá-los na educação? sermos pais os exemplos?... Muitas interrogações!

Acolhemos (os da minha geração) uma vida descartável, do bem-estar a todo o custo, sem sentido, absorvida pelos bens materiais, de reduzida humanidade... que até dá para pensar que o animal que acompanhava, na parábola, o samaritano que acudiu o pobre homem alvo de assalto, teria mais 'humanidade' do que a geração a que pertenço.

Nem vale apena malhar nos políticos que nasceram nos anos 60. O empresário, o comerciante, o professor, entre tantos outros 'ofícios' e que estão hoje no 'poder' têm delapidado o património humano deixando para as futuras gerações uma carga social muito pesada e vazia de identidade.

E este modelo de vida tende para o colapso... Não a um nível planetário mas na nossa micro situação de mulheres e homens que não quiseram 'impor' (o verbo é forte não é?...) uma educação com princípios agregados ao Evangelho e que nos remete para uma vida com sentido, bonita e fraterna.

Como cristão tenho uma esperança enorme na geração onde se situam os meus três filhos. Podem, alguns ou muitos, estarem pouco atentos à Palavra de Deus e às Suas obras, mas quando se deixam iluminar pelo Amor de Deus tornam-se verdadeiros discípulos que sem estarem nas luzes da ribalta (tv's, redes sociais,...) cumprem os princípios do bom Samaritano que não abandonou a pessoa que precisava de auxílio.

Não escrevi isto para quem leu este texto, escrevi isto para mim!

“O Bom Samaritano” – Delacroix 

Por, António Tadeu Costa 

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Posso morrer hoje?

A Vida é um empréstimo de Deus. O Seu Amor leva ao ato da criação e à liberdade para vivermos esse empréstimo na busca da Felicidade. Jesus veio relembrar que Amar não é uma manifestação isolada, pessoal, é um compromisso com o Outro. E se esse Outro estiver a necessitar de nós, deste Amor que não tem preço, então estaremos envoltos nos mandamentos que Ele nos confiou.

Um Cristão saberá interpretar o que disse quando falamos de Amor! Pois a um Cristão é pedido que não o digas mas que o exerças!

O destino leva-me aos 58 anos a estar 'por aqui' numa vida algo longa, com caminhos facilitados e outros duros que me moldaram enquanto pessoa a tentar ser um bom Cristão. Mas esta vida que granjeei devo-a a muitos e especialmente à minha família. No começo os pais: Aurora e José (ambos falecidos e no Céu) e irmã: Clara; depois com o compromisso do casamento criámos a nossa família: Adriana e eu de onde nasceram três filhos: Filipa, Sara e Simão. Um Amor colossal onde estou envolto.

Ontem, durante o meu treino, uma corridinha aqui perto da casa onde moro e em que geralmente aproveito para dar Graças a Nossa Senhora (a Mãe) rezando o Rosário, ao concluir a atividade no meu coração surgiu esta imensa felicidade e disse: Já posso morrer!

Não, não procuro a morte. Apenas Deus saberá quando deve ser concluído este projeto e qual a cruz que terei de transportar. O que quero dizer é que... sou uma pessoa Feliz e por isso...

Um Santo Dia para Todos os que passarem por aqui e desculpem estas palavras tão simples, embora sentidas, de alguém que não passa de um pecador e mesmo assim Deus o inunda de Amor.

Por, António Tadeu Costa

sábado, 20 de junho de 2020

O que dizem os teus olhos?...

Há um programa na tv portuguesa que o entrevistador pergunta ao seu interlocutor: o que dizem os teus olhos?

De facto hoje estamos ligados uns aos outros, nas nossas relações sociais mais básicas, por meio do olhar, porque o uso da máscara, devido à pandemia, obriga-nos a leituras do 'outro' de outra forma.

Repare-se que as empresas de venda de cosméticos tiveram que adaptar as suas vendas para produtos destinados aos olhos, quando anteriormente a procura estava mais direcionada para as zonas da face e boca.

Na minha experiência na área pedagógica, o falar com uma criança e jovem obedece a olhar para os seus olhos, que tanto dizem sobre o seu estado emocional. A boca expressa palavras bonitas, tristes, eloquentes, retraídas, enfim..., mas se o olhar não estiver conotado com as palavras estas deixam de ter significado.

Veja-se, por exemplo, na classe política se ao ouvirmos as retóricas as calibrássemos com o olhar de quem as profere. Faço muitas vezes esse exercício e tenho apanhado mais 'mentirosos do que coxos'!

E atente-se nos Santos Evangelhos que têm descritas tantas obras de Nosso Senhor Jesus Cristo que com o olhar 'falava' do Amor, Misericórdia e Perdão.



O que dizem os teus 👁‍🗨LH👁‍🗨S?...
Por, António Tadeu Costa

segunda-feira, 4 de março de 2019

O Rosto de Cristo no Pingo Doce

Ontem fui almoçar ao restaurante do Pingo Doce. Tínhamos que ir até Lisboa ver uma exposição e aquele recurso era o mais favorável por questões de "agenda".
O local estava confuso (muita gente, início do mês?). Durante a refeição apercebe-mo-nos que algo não estava bem junto de uma família que terminara a refeição. O sinal de "alerta" foi dado pela  minha filha.
A família tentou encaminhar aquela senhora para o exterior mas perto da saída não aguentou e teve que ser deitada.
Olhei para a minha mulher, pois monitorizámos a situação, e dissemos: "vamos lá".
Enquanto farmacêutica prestou-lhe os primeiros socorros. Informou o INEM e fez-se a estabilização da paciente.
O povo deslocava-se naquele espaço, observava... ia à sua vida... Tudo bem.
Tranquilizou-se a família que informou que a senhora era doente oncológica com um cancro nos ossos.
Dois filhos do casal encontravam-se um pouco afastados da avó. Quando chegou a ajuda especializada e depois de diagnosticada, preparou-se o transporte da referida senhora para uma unidade hospitalar.
A paciente estava mais animada emocionalmente e melhor ficou quando a sua pequenina neta, de forma genuína como é peculiar nas crianças, se aproximou da avó e disse com firmeza: "quero dar um beijo à avó".
Observei aquele quadro e naquele momento estava Cristo, através daquela pequenina, a dar o Amor que tudo cura.

Avó Aurora com os seus netos (memória de família)
Por, António Tadeu Costa



sábado, 23 de fevereiro de 2019

O perfeito casamento?!

Pai, estive numa reunião de jovens com o nosso Padre, após a missa, e ele entregou-nos um texto para discutirmos: O Segredo para um Casamento Feliz segundo o autor do 'Senhor dos Anéis'.

Li o referido texto (recomendo a sua leitura)  e num dos parágrafos diz o seguinte: "Mesmo após a morte Tolkien não quis estar longe da sua Edith. Encontra-se enterrado junto a ela, debaixo de mesma lápide inscrita com os nomes “Beren e Luthien”. Pode dizer-se, utilizando a expressão popular, que Tolkien estava muito “apaixonado” pela sua mulher."

Vem isto a propósito para enaltecer a vida dos meus avós paternos. Nunca os conheci fisicamente, mas a sua vida de simples lavradores, pobres mas muito unidos geraram três filhos. O meu pai José e os meus tios Eva e António. Apenas o meu tio continua entre nós mas quem conheceu os três irmãos terá observado uma ligação tão forte, honesta e amiga junto de todos e que em muito enaltece os seus pais.

A minha avó, Rosalina, morreu com a pneumónica e o meu avô, António, verificando que a sua esposa caminhava para a morte não resistiu ao sofrimento e matou-se três dias antes do falecimento da sua alma gémea. Foi um fraco?... Ou foi Amor?... Sem dúvida a segunda interrogação pois os três filhos, como disse muito unidos, tinham/têm uma forma de viver tão próxima da pessoa que honraram amar na saúde e na doença, na alegria e na tristeza que retratam fielmente os seus pais.


Abençoados avós.
Por, António Tadeu Costa


domingo, 30 de dezembro de 2018

Mãe coragem... Obrigado!

Passou um mês. O destino entendeu que a minha mãe partisse para o Pai no mesmo dia que, volvidos 24 anos, o seu marido também nos deixasse. O dia 30 de novembro ligou na data aquilo que eles pretenderam quando se uniram no sacramento do matrimónio. Juraram fidelidade, amor e fé cristã. Viveram assim e educaram os seus filhos nesta linha e sempre em família.

Ele, José, carpinteiro de profissão conheceu a minha mãe, Aurora, num acaso de vida. Enquanto media umas tábuas no corredor exterior de acesso à oficina, sentiu uns pingos de água caírem-lhe nas costas. Olhando para cima viu a minha mãe, empregada doméstica, e disse-lhe: “a menina deixou cair uns pingos de água nas minhas costas” que mereceu a seguinte resposta: “desculpe Sr. José mas tinha quase a certeza que a roupa estava escorrida para poder ser estendida”.

Esta foi a história que sempre nos contaram se bem que o meu pai tenha forçado, é assim que o entendo, o momento. Fez muito bem.

Uma vida semeada com tenacidade e muitas dificuldades financeiras, mas com honestidade e trabalho conseguiram gerar dois filhos, um casal como pediram no dia do seu matrimónio a Nossa Senhora de Fátima.

Em memória da minha mãe, pois já escrevi neste espaço sobre o meu pai, de referir que bem cedo, ainda criança, rumou de Felgueiras para casa de uns familiares em Lisboa. Uma vida de trabalho, quase escravo e sem direito a completar a 4.ª classe. Deambulou por vários ofícios até que na qualidade de empregada doméstica conheceu o meu pai na Rua Cidade Cardiff em Lisboa.

Com ele viveu a sua independência e felicidade. Edificaram uma família num bairro operário igualmente em Lisboa (Rua David Lópes ao Alto de S. João). 

Por comum decisão dedicou-se a cuidar dos filhos e nas tarefas de casa. Apoiou a sua numerosa família de origem que desgraçadamente migrou para Lisboa onde viveram vários anos num bairro de lata em Chelas. Ao domingo era comum visitá-los e ainda hoje sinto o cheiro daquele espaço tão degradante, nos antípodas da minha vida. Sempre aceitámos aquelas pessoas e muito brinquei com os primos. Mais tarde foram todos alojados numa boa casa nos Olivais Sul, um bairro condigno criado pelo Estado Novo e ainda hoje um espaço urbanístico estudado devido à sua qualidade de origem. 

Uma mulher de família e para a família que brigou contra as dificuldades e nos deu os instrumentos necessários para sermos pessoas de proximidade com o outro, amigos da família, honestos nas decisões, genuínos no trato e com honra.

Alimentou-nos na Fé em Cristo, a âncora das nossas vidas.

Incapacitada devido à doença de Alzheimer e com um severo problema oncológico, visitei a minha mãe diariamente nos seus últimos dias de vida na Residência Sénior Jardim do Mar (Aroeira). Todos os dias nestes quase dois anos recebia a visita de um familiar. Rezei pedindo a Deus tranquilidade e Ele foi concedendo imensas Graças: o apoio dos Cuidados Paliativos do Hospital Garcia de Orta (em Almada) que foram ímpares nos conselhos humanizados e orientações junto da família e operacionais do lar; a forma amiga e profissional como as funcionárias do lar prestaram o serviço.

A nossa mãe partiu pelas 23:30h do dia 30 de novembro de 2018. O meu pai chamou-a…Não temos pais, enquanto presença física, mas ficou o legado do seu amor: dois filhos, genro e nora e cada casal com três filhos (ambos com duas raparigas sendo o terceiro um rapaz).

No dia do casamento.
Cesto com flores dos netos no dia do funeral.

Por, António Tadeu Costa

domingo, 11 de novembro de 2018

Santa Unção no Hospital Garcia de Orta

Em julho de 2017 combinei com o Sr. Padre da paróquia da freguesia, que este pudesse administrar a unção dos enfermos à minha mãe que se encontrava, na altura, internada num dos serviços de Medicina no Hospital Garcia de Orta. Foi um momento importante na vida da minha mãe, pois enferma devido a uma infeção e condicionada pela doença de Alzheimer, conseguiu receber este Sacramento e a Eucaristia... Uma Paz em que participei e tão sereno o ambiente em que a ação decorreu.
Volvidos cerca de 13 meses tornei a solicitar ao Sr. Padre Daniel Miguel (Paróquia da Sagrada Família - Laranjeiro/Miratejo) que conferisse à minha mãe a Santa Unção. Acordámos a data e numa terça-feira de outono, ao final da tarde, acompanhei o Sr. Padre para a enfermaria do HGO onde a minha mãe estava internada.
Muito condicionada a minha mãe acompanhou os rituais deste Sacramento, mas desta vez não recebeu a Comunhão isto porque o seu estado neurológico a tornou incapaz de receber a partícula consagrada.
Durante todo o processo de oração apercebemo-nos que na enfermaria outras pessoas rezavam em união de momento... Meu Deus que situação tão bonita em que Cristo estava ali tão próximo de nós. No final uma das senhoras enfermas pediu-me autorização se poderia igualmente receber o Sacramento... Disse-lhe que dependeria da oportunidade do Sr. Padre mas também estava ciente que ele iria dizer de imediato : Com certeza. O próprio comentou, no final do Sacramento administrado à minha mãe, que ouviu outras pessoas a rezar naquela enfermaria, e desse modo tornámos a rezar pelo restabelecimento da saúde à doente Sra. Luísa.
No momento em que escrevo este post, e ultrapassadas cerca de três semanas, a saúde da minha mãe tem vindo a decrescer até porque foram diagnosticados outros problemas, mas sempre que estou com ela a vejo serena e numa paz que muito recebo e pouco lhe dou na quantidade devida.
Abençoados momentos e como é Grande Deus Nosso Senhor que doa todo o Seu Amor em forma de Sacramentos.

Aurora, minha mãe
Por, António Tadeu Costa

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Deus ignorou-me?...

Recebo uma chamada telefónica da minha mulher: os médicos do Hospital Garcia de Orta querem falar contigo por causa da tua mãe. Já era minha intenção ir visitá-la ao hospital, como faço diariamente assim como a restante família.
Perto da minha mãe saúdo, falo, estimulo-a mas a Doença de Alzheimer não permite uma comunicação. Fugazmente um olhar, uma resposta sussurrada e imperceptível, pouco mais.
Na presença do médico tomo conhecimento do diagnóstico... Dura a notícia... Acordamos em proporcionar-lhe uma terapêutica monitorizada pelos cuidados paliativos, de modo a ter a possível tranquilidade de vida.
Ontem (1 de novembro) a minha mãe completou 81 anos... Claro que não houve festa, apenas a presença dos filhos, afetos e orações... Alguma injustiça (pensei eu) esta de comemorar o aniversário no leito do hospital... Ontem Deus ignorou-me e porque entendeu não associar o dia de aniversário da minha mãe ao diagnóstico hoje conhecido... Coincidências?... Pode ser, mas Deus sabe, no seu infinito Amor, qual o momento certo para as nossas ações... Temos (especialmente eu), isso sim, que estar atentos. Rezaremos pela nossa mãe e desta forma estaremos, também, associados à administração dos cuidados paliativos.

Avó com os netos - verão de 2008
Por, António Tadeu Costa

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Batista Bastos - "és tão linda, pareces um passarinho"

A nossa Filipa era uma bebé, decorria os anos 90, quando numa loja comercial na Avenida Guerra Junqueiro (Lisboa) o jornalista e escritor Batista Bastos "interpelou" a pequenina que se encontrava ao meu colo dizendo: "és tão linda, pareces um passarinho"... Agradeci-lhe sorrindo tão ternurento comentário. Lá diz o ditado - quem os meus filhos beija minha boca adoça.

Ontem ouvi que nos deixou com 84 anos e aqui fica a ligação com a notícia da Rádio Renascença. E como tão belamente diz o seu filho: "Que Deus o acolha no seu Reino".

Filipa Costa - 1991
Por, António Tadeu Costa

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Os meus filhos foram os "últimos".

“Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos. Porque muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos.” (Mt 20, 16)

As palavras de Jesus transcritas por S. Mateus ouvi-as hoje pela manhã na Rádio Renascença, e colei-as ao que tinha presenciado ontem em minha casa e em família.

Resumidamente. 

O meu filho vive aquela, tradicional, angústia de selecionar a sua opção de continuidade dos estudos na universidade. Ao jantar falámos do assunto em que o interroguei utilizando a estratégia do professor: questionar para o outro descobrir a resposta por si. Verifiquei que o deixei a pensar. Instantes depois uma das minhas filhas (adulta) chegada a casa ouviu o seu irmão que procurava apoio. Jantou e esteve, seguramente, mais de duas horas em conversa a dois; deitei-me e eles ficaram debruçados no mesmo tema. Dei Glórias a Deus… 

Hoje, pela manhã, a minha filha disse que esteve a falar com o irmão. Respondi-lhe que tinha percebido e que em família não há exclusividades.

O assunto irá continuar, seguramente, e por isso, embora compreendendo a substância das palavras acima transcritas e santas de Jesus, entendo que eu não fui o último.

Obrigado filhos pois mais uma vez me ajudaram a responder à pergunta: Onde Está Cristo?...

Por, António Tadeu Costa

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Uma dirigente muito... mas muito especial - CNE

O Corpo Nacional de Escutas, mais concretamente o Agrupamento 699 (Laranjeiro-Miratejo), realizou as promessas a dois novos dirigentes: a Filipa e o Ricardo.

O ato teve lugar precisamente há uma semana, no dia 8 de dezembro de 2016, na eucarístia das 10.30 horas.

Um dia festivo e todo ele dedicado a Nossa Senhora a Imaculada Conceição, onde o compromisso assumido por ambos é o de Servir.

Para nós família a Filipa é uma pessoa muito especial. Desde pequena que tem trilhado um caminho árduo, não apenas de natureza individual mas igualmente no capítulo social. A chamada "globalização" não nos tornou mais diversos e tolerantes, ela é uma fazedora de estereótipos que limita a liberdade individual e não nos deixa ser apenas... diferentes.


Filipa,
A Paróquia da Sagrada Família de Miratejo-Laranjeiro, o Agrupamento 699, o assistente (padre Daniel Miguel), a dirigente regional, os dirigentes teus colegas e todos os escuteiros, esperam de ti apenas que Sirvas segundo os valores que Jesus Cristo nos ensinou. Todos os que te acompanharam neste percurso sempre acreditaram em ti, por isso apenas tiveste que fazer o que era necessário para alcançares este momento e sabemos que vais cumprir com a promessa dada - como sempre fizeste.


Por, António Tadeu Costa

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Amor de Avô - Miguel Esteves Cardoso

Por, Miguel Esteves Cardoso, Público • Domingo, 30 de Outubro de 2016

"Nasceste, Francisca! Querida Francisca, Bem-vinda sejas ao mundo. Obrigado por teres aparecido. Ainda és muito nova — nasceste na sexta-feira — mas hás-de compreender a urgência com que um avô quer acolher a primeira neta. Chama-lhe o que tu quiseres. Mas é amor. Fica sabendo que, a partir de agora, tudo o que tu quiseres será um imperativo categórico para mim. Não consigo mentir-te. A família aonde vieste parar não é a mais equilibrada e sensata dos países que fazem parte das Nações Unidas. Se é com ordem e estabilidade que sonhas, paciência, não tiveste sorte. Mas, na volta, tiveste. Somos afectuosos. Amamos-te já, no questions asked, largamente — e muito antes de te conhecermos — e esse amor é incondicional. Podes seres como tu fores e podes ser como tu quiseres. Amar-te-emos, Francisca amada, custe o que custar. E nunca nos há-de custar nada amar-te. Já te amamos agora, quando não fizeste o mínimo esforço para nos encantares. Nem é preciso imaginares como será quando fores capaz de nos encantar. Nós somos fáceis e tu já abriste os nossos corações para ti. Já estamos encantados. Esperamos, com uma ansiedade tão louca como optimista, pelo momento sagrado a partir do qual serás capaz de nos manipulares, a teu belprazer, pelo resto das nossas vidas já a ti dedicadas, Francisca linda, menina das nossas vidas, filha, irmã, neta e sobrinha amada por todos aqueles que hão-de amar-te até teres a vontade, sublime e libertadora, de fugir. Que Deus, também, te abençoe. Teu avô, sempre, Miguel"

Miguel Esteves Cardoso

segunda-feira, 2 de maio de 2016

A nossa Mãe é assim...

O dia comemorativo em que prestamos homenagem às nossas mães foi ontem. É dos "dias" que maior significado tem na sociedade. Na verdade: Mãe é sempre Mãe... pelos menos assim devia ser.

Vem a propósito um simples facto do que é ser Mãe.
Chegada a casa após um fatigante dia de trabalho, ocorrido na passada quinta-feira (28 de abril), a Mãe viu-se de repente imersa num pedido do seu adolescente filho que lhe solicitava colaboração nos estudos de uma dada matéria na disciplina de biologia. Reparei que não esboçou qualquer sinal de aborrecimento e prontamente, após ter organizado os seus afazeres preliminares, dedicou-se ao seu filho. Apercebi-me que de permeio neste apoio, a Mãe, entretanto na cozinha, preparava o jantar. Deixou a refeição ao "lume" e no quarto continuou o trabalho com o seu filho.
É um facto que todos em casa colaboramos naquilo que são os nossos deveres no espaço comum. Todos, quando regressamos a casa, apresentamos alguma fadiga fruto dos nossos afazeres profissionais e/ou escolares. Eu próprio sentia que o dia me tinha castigado com algum abuso, mas também sabia que à Mãe o dia não lhe tinha dado tréguas. Na curta conversa que tivemos quando a fui buscar ao seu local de trabalho, era exemplificativo que em casa apenas pretendia acalmar-se de um dia frenético.
Esta Mãe é notável de um Amor imenso aos seus Filhos. Eles reconhecem o valor desta bênção, mesmo quando há os inevitáveis desentendimentos, mas Mãe é sempre Mãe.

Iniciado o Mês de Maria fica neste post a referência à Nossa Senhora de Fátima, que com o seu manto de ternura e ao escolher Portugal para as suas mensagens, tornou-se a protetora das Mães deste País... Avé Maria cheia de Graça.

Adriana no Poço do Arneiro - Anjo da Paz

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

terça-feira, 13 de outubro de 2015

As mulheres mais bonitas...

No quotidiano da vida por vezes deparamo-nos, entre pessoas, com reflexões e juízos de valor semelhantes. Não me refiro a banalidades mas a situações que julgamos sermos os únicos a reter no pensamento... Presunção a minha,... reconheço.
Nestes últimos dias, no local de trabalho, estávamos em salutar conversa entre colegas e amigos durante o lanche e na companhia de duas colegas, ambas grávidas, bem barrigudas, sempre com sorriso genuíno de quem está com serenidade a aguardar o grande momento da maternidade. Entretanto disse o meu amigo: "as mulheres mais bonitas são as que estão grávidas"... Quantas vezes me deparo com esta observação... A beleza é enorme, tão grande como o amor que a mãe vai dando ao pequeno Ser que cresce no seu ventre... Estas duas colegas são bem o exemplo de uma luz que contagia, que me faz recuar aos três momentos em que a minha mulher ainda se tornou mais bonita quando esteve grávida.
Uns aninhos depois na Arrábida
António José Tadeu Costa