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sexta-feira, 30 de julho de 2021

As sobras de Jesus Cristo

S. João gosta de detalhar as ocorrências. Não passou em vão este pormenor (pormaior):

12 Quando se saciaram, disse aos seus discípulos: «Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca». 13 Recolheram-nos, então, e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada que sobejaram aos que tinham estado a comer.

Esta passagem do evangelho da Multiplicação dos pães e dos peixes (Ler aqui+) faz remeter para um mundo que tanto produz para se alimentar e que tanto esbanja sem conseguir evitar a fome (o genocídio de tantos povos). Jesus Cristo naquela cena foi aquilo que é - universal e o educador de todos os tempos.

Vem isto, também, a propósito de um Portugal que vive com tiques de esbanjador, não é por acaso que a união europeia (com ou sem países frugais) nos tem apoiado (a pancada virá no futuro!!!) com 'bazucas' financeiras, e por isso, julgo eu,  é ver nos átrios da restauração, nomeadamente nos centros comerciais, os pratos que ficam na mesa para serem recolhidos com imensa comida para ser lançada ao lixo - uma caixinha de plástico resolvia o assunto.

Imagem em
https://pixabay.com/pt/photos/multiplica%c3%a7%c3%a3o-do-p%c3%a3o-altar-escultura-1733974/

Por, António Tadeu Costa


quinta-feira, 29 de julho de 2021

A cusquice do Banco Montepio

O ato criativo no ramo do publicidade tem gerado contributos geniais, embora alguns sejam, para mim, de mau gosto. Mas este é o efeito da publicidade: divulgar o produto fazendo atrair o consumidor. 

Vem isto a propósito de um anúncio que ontem presenciei numa das agências do Montepio. Segue foto que retirei da web:


Aquela imagem que observei na agência não tinha o humorista Bruno Nogueira (apenas uma mão de dedo em riste junto à boca) e a senhora, pelos vistos a 'cusca', apresentava-se com um eventual muito usual nas donas de casa.

Pois bem, a criatividade não tem limites mas a exposição da mesma deve-se reger pelo bom senso.

Ao observar o anúncio saltou-me a tampa para todos os fofinhos deste Portugal, que se em vez da senhora estivesse alguém cuja sociedade parece que tende a estigmatizar. Cuidado!

Isto para justificar que a 'cusquice' está instalada em todos, pois quase todos se movimentam pelas redes sociais e as tv's (ditas generalistas) a esta hora em que escrevo este post nos oferecem rubricas que são autênticas bisbilhotices e os que são alvo destas investidas até gostam (dizem que até pagam para que tal aconteça).

Olhando para a imagem não me passa pela cabeça que o humorista esteja a simular uma arma apontada nas costas da senhora para que se mantenha calada - agora fui bastante criativo, até me surpreendi - não, nada disso. Aquilo que registei é que a senhora, de alguma idade, provavelmente avó e de avental, faz parte daquele 'lote' de senhoras que saudamos na vizinhança, com simpatia e que até nos conferem alguma segurança no bairro por exercitarem a 'cusquice', mas que nesta publicidade pretende que esteja silenciada.

Uma saudação muito grande a todas as avós e nomeadamente para as que sejam 'cuscas'.

Nota: Deixo outra imagem que recortei na web na mesma escala de publicidade da empresa.


Por, António Tadeu Costa


terça-feira, 4 de setembro de 2018

Portugal no seu pior: povo resignado e iludido

Entro na Unidade de Saúde do Laranjeiro (Almada). Retiro a senha e verifico que tenho 5 números na minha frente. Aguardo 45 minutos para ser informado. Sou recebido com simpatia e cordialidade pelo único funcionário a exercer funções naquele lugar.

Em destaque no exterior e interior verifico este aviso:

Isto é, para o comum dos trabalhadores não há acesso a esta unidade de saúde durante dois meses. Mas enquanto aguardava verifiquei o seguinte: várias foram as pessoas a solicitar serem observadas pelo médico ao que o segurança de serviço respondia que não tendo médico de família não havia outro a quem se dirigir... O que fazer, pergunto - Ida para o Hospital Garcia de Orta (urgências) para confirmar o caos diário.

É assim Portugal: o povo sempre gostou de viver iludido... Venham mais cativações que o povo aguenta... Que remédio...
Por, António Tadeu Costa

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Igrejas ocupadas para outros fins na Europa

Algumas "forças" na Europa tentam aos poucos avançar para um estado "de sítio" abandonando a sua matriz judaico-cristã. O Deus universal foi substituído por outros deuses e também por isso este continente tende a definhar: basta por exemplo estarmos atentos à legislação de morte (com abortos e eutanásias) para sem grandes rigores científicos se verificar qual o caminho para a desertificação (social e moral).

A Europa deixou-se levar pelo deus do dinheiro e tenta mostrar ao mundo que este é o modelo a adquirir. Neste tão curto espaço de tempo a Igreja Católica Apostólica e Romana deixou-se levar pelo niilismo e não deu em devido tempo o murro na mesa para dizer - Basta. Nós, Cristãos, de forma piedosa fomos negligenciando valores deixando para o "futuro" a resolução de problemas que já eram evidentes. Tornámo-nos Vendilhões do Templo. Contudo estamos a tempo de fazer mais qualquer coisa por meio da nossa única Arma - o Evangelho.

Entretanto reparem o que aconteceu a algumas das igrejas nesta Europa, enquanto que noutros países de PIB (produto interno bruto) insignificante ou ridículo muitos irmãos nossos em Cristo dão as sua vidas para defenderem o seu espaço de referência - a Igreja.