Esta história foi-me contada pela minha mulher. Uma história
tão curta mas imperiosa de ser divulgada.
Falavam as duas – “sabe”, dizia a mulher velhinha para a
minha esposa, “a minha reforma é muito pequena, mas todos os meses deixo no
peditório da minha igreja (Paróquia da Sagrada Família em Miratejo/Laranjeiro) uma
pequena quantia no envelope para os pobres, às vezes ando a contar os tostões para o meu
dia-a-dia mas deixo sempre algo neste peditório, nunca menos de 5,00€, sabe”,
continuou dizendo, “eu sou pobre mas sinto que devo ajudar tantos que ainda têm
menos do que eu, e no meio disto tudo tenho sempre Deus comigo”.
Se formos às Escrituras temos esta história relatada em
várias situações, em forma de parábola ou não, mas muito ao jeito de Jesus
Cristo. Como em Marcos 12, 43-44: «Em verdade vos digo que esta viúva pobre
deitou no tesouro mais do que todos os outros; porque todos deitaram do que
lhes sobrava, mas ela, da sua penúria, deitou tudo quanto possuía, todo o seu
sustento.»
Uns andam por aí a contar as histórias dos poderosos
corruptos, vendidos ao vil metal mas esta velhinha “vende-nos” a história
(verídica) do Amor. A dimensão em Cristo não tem limites.
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| Imagem Internet - http://www.ordem-do-carmo.pt/index.php/lectio-divina/50-lectio-divina/127-xxxii-domingo-do-tempo-comum-ano-b.html |

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