quarta-feira, 26 de novembro de 2014

"Ela, da sua penúria, deitou tudo quanto possuía"

Esta história foi-me contada pela minha mulher. Uma história tão curta mas imperiosa de ser divulgada.

Falavam as duas – “sabe”, dizia a mulher velhinha para a minha esposa, “a minha reforma é muito pequena, mas todos os meses deixo no peditório da minha igreja (Paróquia da Sagrada Família em Miratejo/Laranjeiro) uma pequena quantia no envelope para os pobres, às vezes ando a contar os tostões para o meu dia-a-dia mas deixo sempre algo neste peditório, nunca menos de 5,00€, sabe”, continuou dizendo, “eu sou pobre mas sinto que devo ajudar tantos que ainda têm menos do que eu, e no meio disto tudo tenho sempre Deus comigo”.

Se formos às Escrituras temos esta história relatada em várias situações, em forma de parábola ou não, mas muito ao jeito de Jesus Cristo. Como em Marcos 12, 43-44: «Em verdade vos digo que esta viúva pobre deitou no tesouro mais do que todos os outros; porque todos deitaram do que lhes sobrava, mas ela, da sua penúria, deitou tudo quanto possuía, todo o seu sustento.»


Uns andam por aí a contar as histórias dos poderosos corruptos, vendidos ao vil metal mas esta velhinha “vende-nos” a história (verídica) do Amor. A dimensão em Cristo não tem limites.
Imagem Internet - http://www.ordem-do-carmo.pt/index.php/lectio-divina/50-lectio-divina/127-xxxii-domingo-do-tempo-comum-ano-b.html

Sem comentários: