terça-feira, 14 de julho de 2015

Maria Barroso entrou na Igreja Católica quase às escondidas

Uma semana depois da morte (7.julho.2015) da Dra. Maria Barroso, não resisto a transcrever uma pequena passagem da Edição Especial da Revista Tabu n.º 462 de como esta Grande Senhora entrou na Igreja Católica. É caso para se dizer: Quando Deus chama não há nada a fazer, se não ir ao encontro do seu chamamento.

“Maria Barroso não foi sempre uma mulher de fé, nem tão pouco uma católica praticante. Filha de um pai anti clerical, aprendeu com a avó materna, em criança, a rezar e a ir à missa.
Na juventude ligou-se às causas políticas e, descontente como a Igreja Católica de então punha em prática a doutrina de Cristo, acabou por esquecer-se de Deus, como a própria já confessou.
A sua «fé adormecida», contou uma vez, renasceu em Setembro de 1989, quando o filho João sofreu um acidente de avião em Angola. Assim que soube da notícia, encarregou uma amiga de ir pedir ao padre do Campo Grande para rezar pelo filho. Foi depois pela voz do médico, que tratou João Soares na África do Sul, que ouviu as palavras providenciais que ditariam a sua conversão: «O seu filho está melhor mas continua muito doente. Peça a Deus» Maria Barroso pediu. E o filho curou-se.
A partir daí tornou-se católica convicta e foi baptizada, já em idade adulta, numa cerimónia privada presidida pelo padre Feytor Pinto. A mulher de causas públicas e conhecida pela sua frontalidade, entrava na Igreja Católica quase às escondidas, talvez para não causar incómodos a uma família de ateus e políticos habituados a estar em barricadas opostas às da Igreja. Nunca se referiu em público a este acontecimento, reconhecendo apenas que fora baptizada já adulta.

«Foi um caminho de fé muito bonito e profundo», confidencia Feytor Pinto, o seu orientador espiritual, refugiando-se no sigilo profissional para não falar sobre esse aspecto da sua vida.”

Por: António Tadeu Costa
Transcrição: Simão Pedro Costa

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