sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Papa aos Bispos portugueses

Reportagem do Jornal Sol dando conta em pequenos "fragmentos" das intenções do Papa Francisco para uma igreja que se quer missionária, que não exclui mas que acolhe e liberta de estereótipos - não foi assim a mensagem personificada em Jesus Cristo?...

«Na visita ad limina, há 15 dias, Francisco falou aos bispos sobre o que deve mudar na Igreja Católica em Portugal.
Paróquias - Estagnação
O Papa Francisco pediu aos bispos portugueses que o foram consultar no início deste mês, a propósito da visita ad limina, para não perderem a coragem “perante situações que suscitam perplexidade e  causam amargura, tais como certas paróquias estagnadas e necessitadas de reavivar a fé batismal”. Francisco falou de comunidades “centradas e fechadas no ‘seu’ pároco” e lembrou que a falta de padres “impõe abertura a uma lógica mais dinâmica e eclesial na comunhão”.
Juventude - Abandono
Neste encontro da Conferência Episcopal no Vaticano - que só acontece de cinco em cinco anos -, Francisco referiu-se ao que diz ser a “debandada da juventude”. O Papa sublinhou concretamente o “número de adolescentes e jovens que abandonam a prática cristã, depois do sacramento do Crisma”. A juventude “decide assim porque não lhe interessa a oferta recebida?” - questiona o líder da Igreja Católica, analisando a realidade portuguesa. Francisco pediu, por isso, aos bispos para colmatarem este “vazio na oferta paroquial de formação cristã juvenil pós-Crisma”. E alertou as comunidades cristãs em Portugal que ainda insistem em “vestir o vestido da primeira comunhão” aos jovens que já cresceram.
Catequese - Modelo a mudar
Francisco criticou a forma de organização da catequese que ainda é seguida em muitas paróquias portuguesas, pedindo às comunidades para passarem do que diz ser um modelo escolar de catequese - baseado em “conhecimentos cerebrais” - para o modelo “de encontro pessoal com Jesus Cristo”.
Famílias - Instabilidade
Para que volte a haver famílias cristãs estáveis em Portugal, padres que se dediquem de corpo e alma à sua missão, e também jovens que optem por seguir a vida religiosa, a Igreja “precisa de jovens capazes de dar resposta a Deus que os chama”, considera o Papa.
Vocação - Visão mais integral
Francisco considera que a catequese proposta aos crentes tem de percorrer “todas as idades do ser humano” e ter uma “dimensão vocacional”, de modo a que todas elas sejam uma “resposta ao bom Deus que chama”.»
Foto da Internet



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