sábado, 2 de janeiro de 2016

Alimentei esta Droga

Nas vésperas do Natal abordaste-me como fizeste uma outra vez. Na primeira, junto ao hospital Garcia de Orta em Almada e antes de visitar um amigo internado, disseste-me que tinhas sido meu aluno. Acreditei em ti e mais tarde confirmei o teu nome nos meus arquivos. A memória recuou para um garoto cordato e empenhado no que fazia... Um aluno dito "normal". Passados tantos anos despedi-me de ti (figura escanzelada) junto ao hospital sem que antes tivesse respondido com um gesto ao teu pedido - deite dinheiro (não foi pouco).
Volvidos alguns tempos percebi que andavas mergulhado na maldita droga, a mesma que vim a saber tinha matado um dos meus ex-alunos. Andavas com comportamento ridículo a tentar "sugar" dinheiro aos transeuntes na zona central do Laranjeiro-Almada.
Pois é, na véspera de Natal abordaste-me com um objetivo. Tinha passado por ti antes mas ignorei-te. Tu também me conheceste e viste correndo perguntando: "Stor fui seu aluno, não me conhece?..." Respondi secamente. "Não te conheço"... Ponto final e acabou a conversa. Recusei alimentar-te a droga. Não foi fácil e por diversas razões.

Os princípios são assim e os mesmos me levaram aderir a esta campanha da Rádio Renascença - Você é a peça que falta - Vale de Ácor -  Ver+

Fui ao banco on-line e tratei de Alimentar esta Droga


 António José Tadeu Costa



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