Vejamos: já quase ninguém consegue passar ao lado de tentar obter uma foto, por vezes em situações inimagináveis (veja-se o que aconteceu, há dias, entre sequestrado e sequestrador num avião - ridículo) e apenas naquele desejo de se marcar o momento. São vários os instrumentos para o devido registo fotográfico e as aplicações para a incessante divulgação ao dispor, o que concorre para a banalização do ato. Por isso a partilha de informação, na era global, tornou-se importante e irreversível... Quanto à comunicação, também na era global, essa tende a ficar atrofiada.
Julgo ter ouvido uma jornalista, Aura Miguel, dizer em tempos que dantes as pessoas iam até ao Vaticano para ver o Papa (Santo) João Paulo II. Posteriormente a tendência das pessoas era motivada para "ouvirem" o Papa (Emérito) Bento XVI. Hoje, acrescentando eu, julgo que as pessoas vão ao Vaticano para registarem uma foto junto do Papa Francisco... Considero as três visões demasiado redutoras pois o epicentro da Verdade é Jesus Cristo e estes Papas foram, e são, o garante dum Cristianismo consubstanciado na Palavra do Evangelho e em toda a sua plenitude..
Quando na Santa Missa, pelos menos, ouvimos a palavra de Deus, e então nesta época de Páscoa em que a mesma assume uma força única, é caso para dizer que Uma Palavra vale mais que 1000 imagens.
A arte sacra (a sua imagética) é um bem precioso, contudo a Palavra de Deus é a que nos permite estar com Ele nesta globalização de experiências, cabendo a cada um transportar a sua cruz num caminho cujo destino deverá ser a Glória de Deus e esperando Dele a Sua Misericórdia.
Por, António Tadeu

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