Uma Senhora vestida de branco, mais brilhante que o sol, em 1917 apareceu aos três pastorinhos, crianças, que com uma força alicerçada na fé anunciaram a presença da Mãe de Deus e as suas mensagens. Portugal vivia tempos tumultuosos, o Mundo caminhava para o abismo e veio a Senhora trazer a Paz numa humanidade corrompida pelo ódio e descrença.
Volvidos quase 100 anos a história tende a repetir-se numa fraqueza humana assente na ausência de fé e sem rumo.
Nas mensagens finais após a procissão pelas ruas do Laranjeiro, numa organização das três paróquias vizinhas (Cova da Piedade, Feijó e Laranjeiro-Miratejo), o Sr. Prior do Feijó comentou o ocorrido no dia de hoje com a aprovação na Assembleia da República dos diplomas referentes às barrigas de aluguer e à procriação medicamente assistida. Disse que as coisas foram feitas com uma manifesta intenção pois pretenderam afrontar os que defendem a Vida num dia tão especial dedicado a Maria.
Já agora acrescento que um deputado aos microfones da rádio dizia que nem sempre as sextas-feiras 13 são dias de azar uma vez que o parlamento tinha aprovado os documentos em causa... Que miséria, até nesta frase os direitos das crianças são levianamente associados à dicotomia sorte ou azar.
Quanto à Procissão foi uma noite de luz pelas ruas do Laranjeiro onde tantos rezaram e pediram preces a Maria.
António Tadeu Costa
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