Foram três dias de noticiário constante evocando o desaparecimento do político e provavelmente até terá sido lembrado o que aconteceu aquando da tentativa de assalto ao Patriarcado de Lisboa no dia 18 de junho de 1975... Desconheço.
Na altura era demasiado pequeno e por isso não me recordo de pormenores. Mais tarde fui lendo e ouvindo relatos do que se passou naquele vergonhoso dia em que uma dita "democracia" imposta pela extrema esquerda, que hoje ainda pulula e de que maneira, cercou o Patriarcado com a intenção declarada de entrar em confronto com o Patriarca de Lisboa: D. António Ribeiro.
Nesse dia tinha havido a convocatória para uma reunião de párocos da Diocese de Lisboa e por isso nas instalações havia um número significativo de pessoas diretamente comprometidas com esta Diocese.
Recordou-nos, tempos depois, o nosso Pároco da Igreja de S. João Evangelista em Lisboa (Rua Morais Soares): Padre José Vicente Martins, que no interior do Patriarcado, onde ele esteve presente, o temor se instalou mas havendo uma certeza: não iriam fugir e não aceitariam uma abertura nas paredes laterais, que se pudesse arranjar em caso de urgência, de modo a refugiarem-se na embaixada da República Federal da Alemanha, contígua ao Patriarcado.
Sabemos que houve uma intervenção pública de Mário Soares para tentar dominar a "rua", mais uma naquele fatídico ano de 1975 em que ele terá contribuído, com a sua forma de fazer política, para o garante da democracia em pleno, o que só foi possível após o derrube da extrema esquerda em confronto eminente com a extrema direita, também neutralizada, no histórico 25 de novembro de 1975.
Este episódio muito sensível relatado por quem lá esteve, teve mão de Mário Soares na procura de uma democracia em pleno, e também por isso só existe o 25 de abril de 1974 porque existiu o 25 de novembro de 1975.
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| Imagem RTP |
Por, António Tadeu Costa

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