No Natal com alguma antecedência somos motivados a desejar um "Feliz (Santo) Natal. Na Páscoa fica-mo-nos pelas Boas Férias e um fugaz "Feliz Páscoa"... Qual a razão?... A Páscoa não se vende vive-se dilatando a nossa vida (empréstimo de Deus) em Cristo...
O Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura "invadiu" (porque quero) o meu correio eletrónico, hoje Quinta-feira Santa, com este belo poema do minhoto António Manuel Couto de Viana.
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ORAÇÃO
Ouvi a Tua voz – que Te buscasse,
Que eras vida e caminho ardente e santo,
Aqui me tens, Senhor, beijando-Te na face,
Mordido de vergonha, angústia e pranto.
Cruz, lança, espinhos, pregos, fel, vinagre,
Não são adereços para um corpo humano.
Faz em mim, meu Senhor, o Teu milagre:
Sofrer, morrer e ressurgir em cada ano.
Perdoa à minha carne o desejar sem norte,
Porque vivo no mundo e sou pecado.
E recebe-me puro, quando a morte
Me levar p’ra o Teu lado.
(Um Cristo de perdão,
Sereno como é fria a madrugada,
Veio cravar-me, por amor, no coração,
Uma nova espada.)
António Manuel Couto Viana
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