Leitura pela manhã de José Tolentino Mendonça - "O TESOURO ESCONDIDO".
Retive esta passagem no capítulo "A pergunta do meio do caminho".
"Na tradição rabínica eras os discípulos que interrogavam o Mestre e não o contrário. No Jesus de Marcos encontramos as duas situações. Várias vezes os discípulos pedem um esclarecimento a Jesus. Mas também acontece (cf. 3,4; 9,33) que Jesus interpele os seus. Este facto inédito manifesta a intensidade da relação que os ligava. Jesus não quer uma relação escolar: Ele deseja uma partilha de vida, de intimidade e de destino. (...) O facto de ser Pedro a responder está de acordo com o programa narrativo de Marcos, que coloca sempre em evidência a figura deste discípulo. É ele quem normalmente toma a palavra em nome do grupo (9,5; 10,28; 11,21). É sempre o primeiro mencionado quando se nomeia o grupo. O seu protagonismo é sublinhado do princípio (1,36) ao fim (16,7). As intervenções de Pedro, porém, não são completamente ajustadas. Ele duvida e discorda (8,22-23). Certamente também ele terá de fazer o seu caminho na compreensão pascal de Jesus. Em 14,27-31, por exemplo, diz que dará a vida por Jesus mas, em 14,66-72, diz que não conhece <esse homem>. As suas lágrimas são a última imagem que o Evangelho transmite dele, e espelha bem como foi na dificuldade e na prova que a sua Fé se fortaleceu." - José Tolentino Mendonça
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| https://www.youtube.com/watch?v=YEbJ9TW9ihc |

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