O destino levou-me a escolher o distrito de Setúbal, na cidade de Almada, para edificar um percurso muito consubstanciado na construção de uma Família. Aos poucos fui entrando nesta dinâmica de ser igreja e num nicho sócio-político muito adverso. Mas nas paróquias por onde passei, as cerimónias litúrgicas em que estive presente e em tantos lugares dentro desta diocese, fizeram-me sempre acreditar que este terreno era para missionários e que há um povo sedento da Palavra de Deus.
O sr. Bispo Emérito D. Manuel foi a voz da igreja durante largos anos nesta diocese. Empático, polémico, de palavra fácil e de contacto amigo, emprestou à Igreja de Setúbal os alicerces para que vingasse: Deus, Caridade e Amor.
Posteriormente tomou posse Bispo D. Gilberto. Homem discreto, simples mas de convicções que deu continuidade ao trabalho iniciado por seu antecessor num registo muito próprio de quem sabe qual a melhor passada para o caminho a percorrer.
Não sou um cristão muito atento às solicitudes da Igreja de Setúbal, pois as ações nesta Diocese dispersam-se em variadíssimas obras, contudo não posso deixar de notar um facto que se centra na ordenação de vários sacerdotes, os operários da messe que escolheram não uma vida melhor, mas a melhor vida - o estarem plenamente ao serviço do Outro. O que os espera só Deus saberá mas nós, criaturas pequenas no âmago desta bênção de termos sacerdotes, temos o dever de lhes dar o apoio para que consigam com a sapiência necessária fazer cumprir a Palavra de Deus.


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