terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Tem muitas sombras mas o Cristianismo é a Luz

No passado domingo durante a Eucaristia ouvia as palavras do celebrante que invocava o Sacramento do Batismo. Dei Graças a Deus pelos meus pais e padrinhos me terem batizado, ainda bebé, e assim estar em plenitude com Deus.
Contudo o meu pensamento, provocado pela homilia que decorria, "viajou" para todos aqueles que já adultos procuram Cristo e pretendem receber os Santos Sacramentos. É um facto que ocorre num dos momentos litúrgicos mais intensos do calendário cristão, apostólico, romano - a Vigília Pascal - na noite em que celebramos o Cristo Ressuscitado. Na verdade aquelas pessoas, estando conscientes da sua vontade, querem receber Cristo. Aqueles irmãos que procuram Cristo são puros nos seus atos, de uma fé enorme e que muito enriquecem as comunidades e a sociedade em geral.
Quem comunga desta religião sabe que Cristo não seleciona pessoas. Nós criaturas fracas mas belíssimas aos olhos de Deus, de acordo com a liberdade que Ele nos deu é que nem sempre fazemos as melhores escolhas, entrando em conflito com nós próprios e em que o resultado é o pecado. Por isso a expressão de Católico Praticante ser para mim muito mal empregue.
De facto a história da Igreja tem muitas sombras, nomeadamente pela prática daqueles que exercem o Poder, mas no terreno onde o povo está, na evangelização, no apoio ao outro, em missões muitas vezes pagas com a própria vida, nestes irmãos que procuram o Batismo, aí sim está existência de Cristo está a Luz da humanidade.
Por António Tadeu Costa

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