sábado, 1 de fevereiro de 2020

Livro - "Que farei com este livro?" de José Saramago

A leitura desta obra do Prémio Nobel da Literatura, José Saramago, contribui para fazer as "pazes" com o autor. Várias vez tentei a leitura de outras duas obras do mesmo mas fiquei-me pelas páginas iniciais. Incapacidade minha sem dúvida.

Partilho algumas notas desta peça de teatro, que entendo ser fundamental para quem pretenda abordar a leitura dos Lusíadas do poeta Luís Vaz de Camões. Parece que na net existe o pdf da obra. Será legal?

Saramago, J (2015). Que farei com este livro?, 6.ª edição, Porto Editora, Lisboa

p 14 - Damião de Góis, cronista e guarda- mor da Torre do Tombo, diz quanto aos Lusíadas que a "diferença estará nos olhos que o lerem".
p 41 - A verdade é timbre de bom nascimento, só os vilões mentem (...).
p 33 - Portugal é uma panela de barro. Não lhe convém encostar-se demasiado à panela de ferro que Castela é.
p 45 - Servem as palavras para isto: tão certas são para errar, como erradas para acertar.
p 49 - Ana de Sá Vieira é mãe de Luís Vaz de Camões, esperou 17 anos pelo seu filho, sem nada saber dele e vivia na Mouraria (Lisboa).
p 66 - Os melhores sonhos são os que se fazem de olhos abertos, não os da cegueira .
p 71 - São muito claras as palavras, tanto no seu dizer como no seu sentido.
p 107 - Porque a este sol de Fevereiro sobeja-lhe em luz o que lhe falta em calor.
p 127 - Um dia bem acabado é um presente do Céu.
p 130 a 132 - Argumentos quanto à utilização da mitologia grega e romana para a epopeia e não a invocação ao Divino.
p 134 - Com os sentidos do corpo e da alma conheço o mundo e reconheço a Deus.
p 140 - Procura o que quer achar. E quando se quer achar o que se procura, encontra-se sempre.
p 142 - Mas quando é bom o presente, ou aceitável, andamos sempre a temer o dia de amanhã.
p 143 - São sapatos de defunto que não servem aos pés de quem ficou vivo neste mundo.
p 176 - Dinheiro nesta mão e pescado na outra.

Imagem da Internet
Por, António Tadeu Costa

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